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Oncotô? Oncovô?

se fosse um soneto…

24 de abril de 2006

 

 

Se Fosse um Soneto

 

preciso ver o mar

preciso  ver a cor que sai

quando a chuva cai

sem direção

 

sei que há de haver um lugar que explique

porque tão desbotada

quando desabotoa

o botão daquela flor

 

eu não vejo seu destino

o fim de um infinito

desse tempo aqui parado em vão

 

eu preciso ver o mar

pra saber até onde

a onda leva essa situação.

 

 

 

 

eduardo duzera

 

 

 

*  me falta tempo, me falta paciência. tá acabando. escrito após ler uma frase muito bacana de um blog tão mais bacana. " eu preciso ver o mar".

 

 

* foto: google.com

Antítese

11 de abril de 2006

 

Antítese

 

 

ninguém é

ninguém está

ninguém ser

ninguém estar

ninguém é insubstituível

ninguém pensa nas besteiras que fizemos ontem

 

ninguém é único

ninguém é raro

ninguém é um pedaço

muito menos do outro

o outro é egoísta

não divide

o mundo é egoísta

se divide

egoísta

 

nenhum palhaço é gentil

só faz rir

quando quer chorar

nenhuma colombina é linda

se não tem carnaval pra dançar

nenhuma borboleta é colorida

se não tiver luz pra lumiar

ninguém é o que precisa ser

e disfarça e disfarça e disfarça.

 

 

 

eduardo duzera

 

 

 

* obra: google.com

Se não for, é.

10 de abril de 2006

 

 

Se Não For, é.

 

 

( Filho )

 

abre os olhos

e mesmo assim dúvidas?

até entendo que essa dúvida seja normal

mas sinto falta de falar com você

e você pra mim é essencial

 

como quer que eu pense ao contrário?

eu sou novo de mais

e a verdade é essa situação, esse incômodo

não adianta agora querer uma solução

por que eu não quero abrir mão dos olhos dela

e também não quero abrir mão das suas mãos

pra me segurar

 

você acordar agora

não vai valer de nada

se a minha pele não tiver a cor da sua

e se meu sangue não correr na sua veia

não confonda

nosso simples abraço é maior que tudo

 

é. assim vou tentar viver

porque você existe

por quê você insite?

porque eu sei

que quer o meu bem

 

( Pai )

 

como você quer que eu pense ao contrário?

se a verdade é essa situação

aquele mal trato

essa dúvida, sim.

estúpida, eu sei.

e aqueles olhos

me pareciam tão falsos

será que contariam com a sinceridade?

eu não sei.

 

mesmo assim vou tentando viver em paz

porque você existe

porque você insiste

porque eu sei

que quer o meu bem.

 

( Amém )

 

ouça bem e siga seus passos

 

( Espírito Santo)

 

Guiarei sempre esses passos

independente da escolha.

o importante é o querer da criação

a benção.

 

 

 

 

eduardo duzera

 

 

 

* aos conflitos, aflitos na discórdia. o que prevalece é o amor.

 

dois sóis

4 de abril de 2006

 

Dois Sóis

 

você não disse nada

preferiu ficar calada

com a minha declaração

e se o silêncio é sua resposta

eu também calo e consinto então

 

quero só que você entenda

que não foi por mal

só precisava te contar

pois meu coração tava cansado de pensar

em você

sem você saber

 

também quem mandou ser tão linda?

ser a menina mais bonita

 

e o coração?

 

hoje ele teima em acordar sozinho

sem a voz suave ao telefone

sem o carinho de levantar bem diposto

hoje suas fotos já não tem meu rosto

 

não tem planos

 

eu juro que vou tentar esquecer…

 

 

 

eduardo duzera

 

 

 

*  " eu só queria te contar que eu fui lá fora e vi dois sóis num dia e vida que ardia sem explicação. não tem explicação, não tem, não tem." - n.r.

 

* * foto: google.com

Outono

3 de abril de 2006

 

Outono

 

Tantas são as luzes

e o sol sem nehuma cor

tantos os casais

e aonde está o amor?

tanto o espaço

sem nenhum lugar

tantas as respostas

pra não ter o que perguntar

 

talvez eu saiba muito bem

o que aconteceu

naquele outono em você apareceu

 

estava frio, vaguei por aí

frio, vaguei por aí.

 

 

 

eduardo duzera

 

 

 

*  essa também é uma letra que acabei musicando-a, raras pessoas ouviram, acho que 2 ou 3…pensei até levar pro escalenos, mas não tinha muito a cara da nossa porposta, porém pra mim, um sentido inigualável, uma tradução do que sentia . escrevi no outono de 2001, lembro-me que chovia muito.época triste e 5 anos depois, me sinto do mesmo jeito, com os mesmos questionamentos.

 

" o relógio gira gira e sempre pára no mesmo lugar " - trecho da peça "do outro lado da grade".

 

 

foto: google.com

 

 



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