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Oncotô? Oncovô?

30 de junho de 2006

Depois

 

carícia

colo

aconchego

chegou

outra vez o medo

vestindo

de novo

outro

vestido

vermelho

 

(e) sabendo

que não

tenho

escolha

 

a escola

da vida

daria

razão

ao quão

fiz por onde

 

ver seus cabelos

enfeitiçados

num pedaço

de um lado

que cobria

meu travesseiro

 

devolve o sossego

que havia em mim?

 

( e depois as carícias

o colo

o aconchego)

 

 

 

 

eduardo duzera

 

 

 

 

* " O quanto eu te falei que isso vai mudar? motivo eu nunca dei…"

 

Água, Areia, Cimento e um pouco de Agônia

 

 

aonde

esconde

escuro

oculto

ovários?

 

solta

abre

estica

aprende

então

 

olha

apático

outro

outono

omisso

 

outrora

ardia

ainda

amargo

 

onde

esconde

essa

agônia?

 

 

 

 

eduardo duzera

 

 

 

 

* antes eu brincava de ser changeman, jaspion, evair ou edmundo, hoje me pego brincando de ser haroldo, talvez décio.  é bom as vezes se perder…

 

tô surdo

tô mudo

tô gago

 

tô parado

tô passado

tô retardado

 

tô cego

tô pasmo

tô prego

 

tô livre

tô besta

tô vivo

 

tô morto

tô solto

tô vício

 

tô isso

tô aquilo

tô sozinho

 

tô à toa

tô peira

tô pra ninguém

 

tô que tô

assim

de amor por você.

 

 

 

 

eduardo duzera

 

 

 

 

 

* é assim que tô.

 

** para Dani, Alê e Rê.

 

Se ela em seu último Segundo…

 

ah se ela corresse a favor do tempo

se acompanhasse as tendências da moda

se brincasse e risse mais

 

ah se ela não me criticasse tanto

se procurasse uma saída e me esquecer

se soubesse que o que eu faço do outro lado é gargalhar e sentir dó

 

ah se ela pedisse perdão

se não reclamasse tanto da vida

essa sua vida não seria tanta solidão

 

ah se ela tivesse realmente feliz na foto

se ela sonhasse com um amor "perfeito"

se ela trouxesse algo de bom

 

ah se ela socorresse a si mesma…

 

ela olhou no espelho

ela mexeu no cabelo pra se arrumar

ela enxugou o rosto de tanto chorar

ela pegou seu carro e saiu

ela bateu de frente com um muro

e a esperança do último segundo

se fez.

 

 

 

eduardo duzera

 

 

 

 

*  tem muita gente que vive chorando de barriga cheia. não gosto disso. tem muita gente que é interessada só no que a gente tem. o que na verdade não é nada. é matéria. não gosto disso também.

 

** Mãe, parabéns pelo meio-século de vida. obrigado por ser assim.

 

Meu Par

28 de junho de 2006

Meu Par

lá no jardim atômico
as luas nascem de frente pro sol
porque num sol sozinho
a luz perde a razão

dali é lindo guiar seus passos
"devagarinho"
caminhando sobre o céu

é sublime seus olhos
"pequenininhos"
de madre sem seu véu

véu esquecido
nesses séculos
que passaram sem notar

lá no jardim atômico
o sol sozinho
não é ninguém
é ter pra sempre
o que sempre já se tem
e nada de novo

(olha eu de novo pensando em você)

lá no jardim atômico
você é a força
nas coisas da vida
você é ímpar
nesses pares de dias,
meu par.

 

 

 

eduardo duzera

 

 

 

 

* para ká.  pela a impotância desses dias maravilhosos e já inesquecíveis.

" … juntinho, sem caber de imaginar…" -LH

ao thiago, para quem soprei as primeiras frases. drop´s!

 

 

 



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