29 de outubro de 2006
Confusão
olha o balanço do mar
que te traz pra cá
que te leva pra lá
olha o movimento do ar
que me traz pra lá
que me leva pra cá
só de respirar
só de inspirar
não dá
só resta abrir os braços
de correr pro seu lado
no balanço do mar
o movimento do ar
só é vento
e o que é tão lento
não pode ser intenso
não pode durar
não há como se embalar
se não for no balanço do mar.
eduardo duzera
Multicores
mísseis invisíveis
bombas de espuma
flutuantes sobre minha cabeça em paz
meus malabares mais bonitos
pra desfazer-se do perigo
só pra te alegrar
um colar, miçangas de cristal
no espaço ideal
eu e você soltos no mundo
livre desse mapa-múndi
livres nesse mapa astral
multicores
pra alvorada brilhar no céu
pru´m novo dia igual
sem karmas, sem dores…
só a felicidade de um lindo sorriso
meu seu dela
de quem for.
eduardo duzera
Sua voz
quando eu chego
bebo
quando eu saio
choro
de saudade
de como era bom viver
do jeito que não sei mais
olhar para parede
tantos enfeites
tantos mimos,
tantos grilos
tantos gritos
de socorro
alguém me ouvia?
quem no mínimo tinha voz?
sua voz eu ainda tinha
quando falava mais perto
se te desse ouvido
eu mudaria de vida
pra viver do acaso
sem cisma
da palavra
o amor de um cheiro
de um jeito diferente.
eduardo duzera