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Oncotô? Oncovô?

significante

28 de janeiro de 2007

Significante

 

 

 

buenos aires, beijo de áries, vôo de aves, direto dos mares

nos males o melhor

câncer, colo, útero, carinho, cravos

flor e flores no dia  de aniversário

no áquario, peixes que não nadam

corais e cristais movem o que não há mais

ser um sagitário, um leão ou um dromedário tanto faz

ser à toa ou um touro incapaz

impotente

de correr contra o tempo

dos moinhos de vento

que arrasam tudo

e o que era firme

já não se equilibra, ser menino ou menina.

o peso da balança anda mais caro

o dólar, o iên ou a libra

o que já não te contamina?

gêmeos na vida, na rotina, na tristeza e na alegria

como o reverendo uma vez dizia

fugir do óbvio, do óbito, dos olhos

um tropeço

no trópico de capricórnio

a linha imaginária

nem imagina o que eu penso agora

indicíos são pra ter cheiro, pra ter cor,

signos são tolos e imbecis, como eu sou. 

 

 

 

 

eduardo duzera

 

élê i vê i A

élê i vê i A

 

 

quero você pra mim

pra guardar numa caixinha

bem escondida

que só eu saiba como abrir

 

uma caixinha de música bonita

pra dançar toda noite, noite toda

em passos dessa preferida bailarina

 

te pegar pra mim

pra você ficar na estante

nas prateleiras

de baixo e em cima da minha cama

te pegar pra mim

pra você ficar um monte

na minha vida

brigar e se feliz com quem te ama

 

quero você aqui pertinho

sem pensar em nada

igual casa germinada

pra nenhum vento te tirar do meu lado

 

guardada numa caixinha

pra que todo dia de manhã

nas dificuldades desse tempo

eu possa te ver.

 

 

 

 

eduardo duzera

 

nada certo

25 de janeiro de 2007

 

Nada Certo

 

 

quase nada certo

meio pálido

esse corpo tão distraído

envolto em voltas

a vida dá de frente

pra esse destino

 

tão cruel quanto

filhotes de aves

mortos no ninho

assim que acabaram de nascer

e não conhecer a altura de um vôo

ou o prazer de um gozo

de voar em outros ares

seus filhos seus netos seus pares

seu bom gosto

e não vê o que só eu vejo

seus lábios amargos

na boca do outro

 

é o que me faz chorar

e achar que a vida é triste assim

e os nossos caminhos

não mais se encontrarão

mesmo no fim.

 

o que me faz chorar.

 

 

 

 

eduardo duzera 

pra sempre te trazer alegria

16 de janeiro de 2007

Pra sempre te trazer Alegria

quando o pensamento vôa
eu brinco de ser palhaço
sem ecxtâsy, sem ácido
quando o pensamento pousa
eu brinco de fazer teatro
sem música, sem ensaio

desafio de viver na realidade
desse mundo tão conturbado
embreagar-me de ar
nessas idas e vindas do coração
assim
abre-se sempre um sonho
abre-se sempre um sorriso
abre-se sempre um amigo

nessas caretas, minhas píadas
nesses dentes encavalados
minha cara de menino mimado
só tipo pra construir
o grito mais engraçado

minhas sílabas, minhas linhas
minha família
minha vida, sincera,
nessa (es)fera, minha calma
minha querida
sou do Pai
um filho
enviado pra te trazer alegria.

 

 

 

 

eduardo duzera

 

 

 

 

* para um CaRa mto gente boa. uma figura, um amigo! ralf papagaio.

presente

Presente

ah esses seus olhos azuis
perto deles o tom do mar fica cinza
e as estrelas do céu ficam mínimas
e a luz do sol quase não irradia
por que seu brilho é maior

ah esses seus olhos azuis
matam de vergonha a bromélia mais bonita
a top model de inveja se arrepia
Dáli veria em você uma obra prima
por que seu traço é maior

rara beleza
menina mulher
dos olhos azuis
como ele quer

só mesmo você pra falar
só mesmo você pra sentar
num paralelepípedo
pra contar desde o início
o início da nossa vida
pro início de nossas vidas

só mesmo você pra acreditar
só mesmo você pra traçar
um futuro
pra unir dois mundos
que eu amo tanto
em um só
num abraço sempre tão sincero

rara beleza
menina, mulher
dos olhos azuis
como ele quer.


eduardo duzera

* para minha amiga Dani! Parabéns !!!

samba pra mim

4 de janeiro de 2007

Samba pra Mim

 

e no silêncio do meu quarto
nos meus delírios de amor
pra onde é que vou?
com essa minha obssessão

 

o que sair de ti
pode até durar um pouco
mas um grão de areia
perto da imensidão do meu coração

que só bate assim
por você
amor
que mente sempre
pra mim
quando não me quer
e que fala frases destruídas
cheia de leis e ruas sem saídas

 

que só prende essa saudade bandida
a cicatriz antes da ferida
dessa minha ilusão.

 

 

eduardo duzera

 

 

 

* primeiro post do ano. gostei bastante. sinais das boas vibrações. que sejam eternas á todos que são do bem.

 

 



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