22 de janeiro de 2009
agora
Vou viver assim
Você vai crer em mim,
como creio em você
é que Deus está aqui agora
e lá de fora
quero só o que está aqui agora
quando eu achei minha resposta
e vou atrás de mais
sei ser capaz
quero paz na minha mente
e o que orgânico vai em frente
pra sempre e sem reclamar
eu vou
vou só agradecer
pelo tempo
pelo vento que bate aqui agora
vê se não demora
como esse vento que me fez acordar
pra sentir valor
pra te ver, amor
esse sabor
que me chama a vida.
eduardo duzera
9 de janeiro de 2009
Vazio
Eu preciso de uma vida feliz
Hoje descobri que não sei nada de mim
Se você vir verá desse lado
O mal incomum de querer bem
E de não ter fé nenhuma pra consolar
É o vazio, vai
Eu preciso de um caminho feliz
Ai essa dúvida
Absurda ou não
Desgasta ou não
Um tanto e um dia morre comigo.
eduardo duzera
23 de dezembro de 2008
um soldado idiota
você fantasiou alguem e queria que essa fantasia fosse eu
você quis que eu fosse alguem que não sou
você não aceitava minhas palavras e nem me deixa falar
negava sempre, sobre qualquer condição
sabia dos meus erros
mas nessa pessoa que tanto errava, existe algo que se chama reflexão
o que me leva assumir muitas falhas
o que de você eu nunca ouvi.
sempre uma justificativa
e saiba que isso pra mim isso não é drama, é você
e pelo todo sempre será sempre assim
não se arrependa de ter lutado para as coisas ficarem bem
você lutou, parabéns! mas essa luta virou guerra
e o soldado idiota prefere morrer a viver assim
não me procure mais, por favor.
farei o mesmo
vire seu corpo de lado
e esqueça a vontade de me ter.
farei o mesmo.
eduardo duzera
* é assim que o ano termina, mas não começa e isso importa.
saúde e fé aos que são do bem e pra você muito conforto.
9 de dezembro de 2008
a espera
Na superfície da lua
Minha vontade volta a ser sua
Gravidade nisso?
Nenhuma.
Superficial
No artifício do sol
Minha saudade dá um nó
Luz nisso?
Talvez melhor.
Artificial
eduardo duzera
8 de dezembro de 2008
Expressa
Sobre o céu
Sobre o mar
Não há nada que eu possa falar
De como é você
Eu não tenho nada a dizer
Só sei que como um sonho
Ou como uma luz
Eu vi você entrando e me chamando
- vem! Eu te quero meu bem.
( eu quis ir embora )
Eu tive medo de ser seu aquela noite
E quando amanheceu
Me arrependi amargamente.
eduardo duzera
* revirando minhas coisas, achei "expressa".. datada de 19/05/1999. quase 10 anos e ainda me diz muita coisa. escrita junto ao som do violão do meu amigo mais antigo, Thiago Muringa…lembro-me bem do dia..valeu pela amizade e força.
26 de novembro de 2008
caipirinha
É bem como cachaça e limão
Nossa combinação
Como o doce do açúcar
É como limão e cachaça
Você andava, eu acho graça
Te beberia a noite toda
Me embriagaria no espaço
Seguindo de perto seus passos
Guiando os meus com o ar
E que bem de longe me encanta
Traz a vontade da dança
Que a gente nem sabe dançar
E esse meu caminhar embaralhado
Só teria sentido com os seus
Embaralhados também.
eduardo duzera
29 de outubro de 2008
como um velho elefante
Eu tenho um sonho que é te ver sorrir
Eu tenho um beijo pra enfrentar o que há de vir
- eu que não tenho força
Quando fiz força até de mais
E o que dá na gente também
Sofre muito do que somos capazes
De aguentar, de rezar e resistir.
Sei do fim desde o ínicio
Sabia do início sem pensar no fim
Que era pra me alegrar
Mas o tempo passa…e (?)
não passa no nosso coração
Que é forte como um grão
Que é frágil como são os corações…
- Eu já corri, eu já te quis
E queria tudo de novo
Aonde estiver
eduardo almeida
* reflexões de um domingo comovente.
** taxiando para levantar voo
29 de setembro de 2008
desafinado
Embaralhar seus pés nos meus
Pensar em nada e nem pensar
em dizer adeus
Vontade de ficar por ali
a vida e o fim não ter fim
e pra ser assim
só no nosso canto
Canto pra te acordar
desafinado
um olhar
de lado
um suspiro
pra dormir de novo
nos meus braços
o seu conforto
um todo
de tudo
embrulhado no meu coração.
eduardo duzera
22 de setembro de 2008
bon vivant
Muda de ar
de humor
só pra me agradar
Muda de lá
Muda lar
Muda de planta
Só pra me acalmar
como argumento
uso a alma pra aliviar
mas não posso olhar
nessas estantes
aqueles instantes das fotografias
que me dá
o que deu na minha barriga
É porque algumas coisas
eu prefiro não deixar pra depois
e o que foi, por que será…
que fez assim?
Ah! Quisera o fim
ser aqui
é que também nada acontece por acaso
e até aonde isso é verdade?
no auge
é tudo festa
Até chegar a minha realidade.
eduardo duzera
* muda o mundo mudo munda
9 de setembro de 2008
deixa os dias
De solidão não há
mais nada por aqui
podia esperar
essa semana precisa de um fim
Da solidão
ficou saudade
que me trouxe a velha mania de sorrir
Da solidão ficou saudade
que me lembrou
a velha maneira de sorrir
Deixa o sol se abrir
Deixa o céu brilhar
Deixa os dias…
Clarear
Nossa vida, amor.
eduardo duzera